quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Creio no Espírito Santo

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O Credo Apostólico dá uma ênfase grande a Cristologia como vimos nos boletins anteriores, mas também contempla a Pneumatologia (a doutrina do Espirito Santo), mesmo que de forma sucinta: “Creio no Espirito Santo”.
    O Credo Apostólico é Trinitário, pois professa a sua fé em Deus Pai, no Filho de Deus Jesus Cristo e no Espirito Santo. “Creio em Deus Pai;... Creio em Jesus Cristo seu único Filho;... Creio no Espirito Santo;...”
   As Sagradas Escrituras nos revelam que o Deus verdadeiro é uno em essência, mas que subsiste em três pessoas distintas uma das outras, e possuídas dos mesmos atributos. Assim podemos afirmar com segurança que o Pai é Deus, que o Filho é Deus e que o Espirito Santo é Deus, não são três deuses, mas um único Deus verdadeiro composto de três pessoas distintas.
   A seção que iremos tratar neste artigo é sobre o Espirito Santo. Segundo as Escrituras o Espirito Santo procede do Pai e do Filho, é aquilo que conhecemos como a  processão do Espirito Santo. (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7).
   Que o Espírito Santo é Deus não se tem dúvida, se temos a Bíblia como verdadeira. A Ele é atribuída à obra da criação, portanto possuidor do atributo da Onipotência. “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espirito de Deus se movia sobre a face das águas” Gn 1.2. “O Espirito de Deus me fez, e a inspiração do Todo- poderoso me deu vida” Jó 33.4. Ele também é Onisciente, ou seja, conhece  todas as coisas. “Mas Deus no-las  revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” 1 Co 2.10.  O Espirito também é Onipresente, ou seja, está em todos os lugares do Seu domínio ao mesmo tempo. “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face” Sl 139.7. O Espirito Santo ainda é um ser pessoal, uma personalidade. Lembramos que o que caracteriza uma personalidade são três coisas importantes: inteligência, vontade e emoções, e o Espirito Santo tem essas qualidades, senão vejamos: 1) Inteligência – “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” 1 Co 2.11. Foi Ele quem inspirou as Sagradas Escrituras (2 Pe 1.19-21); 2) Vontade – “E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espirito de Jesus não permitiu” At 16.7. (Veja ainda At 16.6; 13.2); Emoções – “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estás selados para o dia da redenção” Ef 4.30. (Veja ainda Tg 4.5).
    É o Espirito Santo que está dando continuidade à obra que Jesus começou neste mundo. Ele foi enviado pelo Pai e pelo Filho para convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11). Ele foi dado à Igreja para ser o seu Consolador e Parácleto (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7). O Espirito Santo também concede poder a Igreja para testificar do Evangelho de Cristo. (Jo 15.26; Lc  24.49; At 1.8; 4.31). Ele ainda tem um ministério didático que é o de ensinar as coisas de Deus e de lembrar aquilo que Jesus ensinou a Igreja (Jo 14.26). O Espírito também guia o povo de Deus em toda a verdade (Jo 16.13). O Espírito ainda concede dons espirituais aos servos de Deus para a promoção do seu crescimento espiritual, para a edificação da Igreja. “Mas um só e o mesmo Espirito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” 1 Co 12.11. (Veja ainda 12.7).  O Espírito também produz no crente genuíno o fruto do Espirito, conforme revelado em Gl 5.22. “Mas o fruto do Espirito é amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. A produção desse fruto é a prova evidente de uma vida cheia do Espírito.
    Irmãos, o Espirito Santo, sendo Deus que é, deve ser adorado, honrado e venerado por todos os que professam a fé em Cristo. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Creio no Juízo Final

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Continuando o estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos contemplar a questão do Juízo Final, pois o Credo diz que Jesus virá para julgar os vivos e os mortos. “... donde há de vir para julgar os vivos e os mortos...”.
    Deus ao criar o homem lhe deu uma responsabilidade moral e um código de ética para ser cumprido. Pelo fato de Deus  ter criado o homem tem direito sobre ele de exigir o cumprimento desse  código e o julgará de acordo com ele. “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” At 17.30,31. (Veja ainda Ec 12.13,14).
   Esse grande julgamento ocorrerá imediatamente após a Segunda Vinda de Cristo, sendo ele o Juiz supremo desse tribunal. “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes  as ovelhas; E porá as ovelhas a sua direita, mas os bodes a esquerda” Mt 25.31-33. 

      No livro de Apocalipse, João viu uma representação figurada do grande Juiz. Ele é descrito como tendo um vestido longo, cingido pelos peitos com um cinto de ouro, a sua cabeça e cabelos eram brancos como a neve e os seus olhos como chama de fogo. Os seus pés eram semelhante a latão reluzente e a sua voz como o ruído de uma cachoeira, o seu rosto era como o sol na sua força e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes (Ap 1.13-16; 19.15).
      Segundo o texto do sermão escatológico de Jesus citado, o julgamento final começará com o julgamento das ovelhas de Jesus, da Igreja. Paulo disse que todos nós (os crentes) iremos comparecer diante de Deus para dar conta de nossa mordomia. Entenda-se mordomia como algo pertencente a Deus e dado para ser administrado por nós, as ovelhas de Jesus (vida, tempo, bens e dons). “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” 2 Co 5.10.E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” Ap 22.12. (Veja ainda 1 Co 3.11-15; Rm 14.10-12).    
     O julgamento da Igreja não é para condenação (Rm 8.1,2,31-39) e sim para recompensar os fiéis (Ap 11.18).     
     Com a Igreja julgada e devidamente recompensada, Jesus, o grande Juiz, irá tratar com os bodes (os não-salvos). Nessa fase do julgamento a Igreja estará ao lado do Senhor. “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos e julgar as coisas mínimas?” 1 Co 6.2. Depois de julgar os ímpios e destiná-los a perdição eterna (Ap 20.11-15), o Senhor julgará os anjos caídos, inclusive Satanás, ainda com a presença da Igreja, Consigo. “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?...” 1 Co 6.3. (Veja ainda 2 Pe 2.4; Jd 6).
   Para que o Julgamento Final tenha ocasião, faz-se necessário que todas as pessoas tenham morrido (Ap 19.17-21), exceto a última geração da Igreja que será arrebatada (1 Ts 4.17),  e ressuscitadas com os corpos com os quais viveram neste mundo, corpos especiais (ímpios) e corpos glorificados (os justos). “Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” Jo 5.28,29. (Veja ainda Dn 12.2; Ap 20.5,11-13).
   Irmãos, temamos ao grande Juiz, preparemo-nos para esse grande dia, procurando viver conforme o código de ética entregue por Ele para ser  obedecido por todos.
                         Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Creio que Jesus virá segunda vez

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O Senhor Jesus veio a este mundo pela primeira vez para revelar o Pai e para realizar a obra redentora que possibilitou ao homem se reconciliar com Deus, perdoando-lhe os pecados e salvando a sua alma da perdição eterna. Ao longo do seu ministério terreno o Senhor Jesus disse que voltaria novamente a este mundo, que é a promessa da sua segunda vinda. O credo apostólico contempla esse magno assunto, quando diz: “... donde há de vir para julgar os vivos e os mortos...”.
       A segunda vinda do Senhor é um dos eventos mais bem documentado de todo o Novo Testamento, pois em quase todos os livros dessa parte da Bíblia, a exceção de Filemom, 2 e 3 João, encontramos referências diretas ou indiretas sobre esse que é o mais importante evento esperado pela Igreja – a segunda vinda do Senhor Jesus.
      Citamos a seguir dois registros dessa promessa feita pelo próprio Senhor: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E, quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” Jo 14.2,3. “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão; e verão o filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” Mt 24.30. (Veja ainda Mt 24.42,44;etc).

    No Antigo Testamento há também referências sobre esse evento, principalmente a encontrada no livro de Daniel: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino o único que não será destruído” Dn 7.13,14.
      Anjos e apóstolos do Senhor também falaram sobre o assunto: “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o viste ir” At 1. 10,11. “Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” 1 Ts 4.15,16.
    A Segunda Vinda do Senhor terá as seguintes características: 1) Será uma vinda pessoal  (Jo 14.3; At 1.11); 2) Será uma vinda física (Mt 24.30; Ap 1.7); 3) Será uma vinda visível (Mt 24.30; Ap 1.7); Será uma vinda gloriosa (Mt 16.27; 24.30; Ap 19.11-14).
    Quanto aos sinais da segunda vinda encontramos no sermão escatológico de Jesus diversos deles (a grande tribulação, o aumento da ciência, o aumento da iniquidade, o esfriamento espiritual, etc). Em relação à apostasia (o abandono da fé cristã professada), Paulo nos diz: “Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; por que não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado; o filho da perdição” 2 Ts 2.2,3.
   Quanto ao dia e a hora da vinda do Senhor, ninguém está autorizado a marcar a data, pois Deus não a revelou a ninguém (nem a homens, nem a anjos, nem mesmo a Jesus como homem), conforme Mt 24.36,42).
    Regozijemo-nos irmãos com essa esperança e sirvamos a Deus com fidelidade, enquanto aguardamos a segunda vinda de Jesus.     
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 14 de dezembro de 2013

Creio na entronização de Cristo

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O Credo Apostólico confessa que o Senhor Jesus após subir aos Céus assentou-se a direita da Majestade nas alturas.  Neste boletim iremos tratar da entronização de Cristo nos Céus, pois o Credo diz: “Jesus Cristo... está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso”.
      A Bíblia Sagrada ao longo do Antigo Testamento revela que o Messias vindouro seria estabelecido Rei para sempre. A primeira promessa de um rei messiânico foi dada por Deus a tribo de Judá quando Jacó abençoava os seus filhos antes de morrer: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre os seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” Gn 49.10. Essa promessa foi renovada a Davi, quando Deus disse que um descendente seu  reinaria para sempre. “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” 2 Sm 7.16.
    Quando os magos por revelação divina foram a Jerusalém procurar o recém-nascido rei dos judeus, toda a cidade se alvoroçou, porque estava na expectativa do cumprindo da promessa de Deus. “... onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente, e viemos a adorá-lo” Mt 2.2.

    Pilatos quando interrogou a Jesus perguntando se ele era rei, Jesus não o negou e disse que o seu reino não era de natureza politica e sim espiritual. “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo;...” Jo 18.36.
A Bíblia revela que um dos ofícios de Cristo é o oficio real, pois é Rei dos reis. “E no vestido e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores” Ap 19.16. (Veja ainda Ap 17.14; 1 Tm 6.15).
        Quando Jesus ressuscitou e ascendeu aos Céus, a fase seguinte do seu Estado de Exaltação foi a sua entronização. Ao chegar aos Céus Jesus foi recebido pelo Pai Celeste e por toda a corte celestial, e naquela ocasião Ele foi celebrado pela obra realizada, e depois se  assentou ao lado do Pai em seu trono de glória (Mc 16.19; Ap 5.6; Hb 2.9). No Salmo 24 encontramos um texto maravilhoso sobre o assunto que diz, em nossa opinião, o que aconteceu quando Jesus retornou vitorioso aos Céus depois de realizar a obra redentora: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este rei da Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra. Levantai, ó portas, as vossas cabeças; Levantai-vos ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da glória” Sl 24.7-10.
        Assentado no  seu trono de glória Jesus governa o universo (Sl 103.19; 1 Pe 3.22), especialmente aqueles que um dia se submeteram ao seu senhorio, a sua Igreja. Como Rei, Jesus entronizado nos Céus, está escrevendo a história, pois Ele é quem foi credenciado, pela obra que realizou neste mundo, a abrir o livro selado com sete selos, do livro de Apocalipse (Ap 5.1-10).
      Sabemos pelas Escrituras que nada acontece na vida de um crente genuíno a não ser o que foi ordenado ou permitido por Deus, pois Jesus tem o controle de todas as coisas, como Rei que é. “O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências” 1 Pe 3.22.
      Tanta confiança tinha Paulo no governo soberano do Senhor Jesus, que disse numa de suas cartas: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” Rm 8.28.
      Portanto queridos irmãos, descansemos debaixo da potente mão de Deus, pois o Senhor Jesus tem tudo sob o seu controle. Procuremos servir a Deus de todo o nosso coração, pois nos foi dito por Ele: “... e eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos. Amém” Mt 28.20. (Veja ainda Hb 13.5,6).           
       Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Creio que Jesus ascendeu aos Céus

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Neste boletim iremos tratar da assunção do Senhor, conforme confessado pelo Credo Apostólico. Creio que Jesus “subiu ao Céu”.
      Como já foi dito, no estudo da Cristologia  encontramos uma área que contempla os Estados de Cristo (Humilhação – Encarnação, sofrimento, morte e sepultamento; Exaltação – Ressurreição, ascensão, entronização e segunda vinda), sendo, portanto, a ascensão do Senhor um dos estágios do Estado de Exaltação de Cristo.
    Segundo as Escrituras, o Deus verdadeiro é o Deus transcendente, ou seja, habita num lugar fora do alcance do homem, e que é ao mesmo tempo o Deus imanente, que interage com a sua criação.
    Os Céus é o lugar da habitação de Deus, o seu habitat natural. “Para ti que habitas nos Céus levanto os meus olhos” Sl 123.1. A terra é o lugar da habitação do homem. “Os Céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a ele aos filhos dos homens” Sl 115.16.
    Para realizar a obra redentora, o Filho de Deus desceu dos Céus onde habitava  para a terra, o lugar onde o ser humano habita. Na terra ele iria oferecer a sua preciosa vida em sacrifício pelos pecados dos homens. “Porque eu desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” Jo 6.38.
   Depois de morrer na cruz do Calvário, Jesus foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, conforme previsto nas Escrituras.   Depois de sua ressurreição o Senhor Jesus ainda ficou na terra por um espaço de quarenta dias, dando instruções aos seus discípulos, que teriam a incumbência de testemunhar da sua gloriosa ressurreição. “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando do que respeita ao reino de Deus” At 1.3.
     A ascensão do Senhor deu-se depois de quarenta dias de ressurreto, e o local foi em Betânia, próximo de Jerusalém. Veja o relato bíblico sobre o assunto: “E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles, e foi elevado ao céu” Lc 24.50,51. O evangelista Marcos relata o fato, assim: “Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus” Mc 16.19. Novamente Lucas faz menção ao fato da ascensão do Senhor no livro de Atos: “E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado as alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” At 1.9-11.
    Em seu ministério, o Senhor Jesus já vinha notificando aos seus discípulos que após concluir a obra redentora voltaria para o lugar donde viera. “Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?” Jo 6.62. “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar” Jo 14.2. “Disse-lhe Jesus: não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” Jo 20.17. No evangelho de João encontramos que o Senhor tinha consciência de que iria voltar para o lugar donde viera, após a conclusão da obra redentora. “Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus ia para Deus” Jo 13.3.  
    Ao chegar aos céus Jesus foi recebido pelo Pai e por toda a corte celestial, sendo celebrado pela obra realizada, e assentou-se ao lado do Pai em seu trono de glória (Mc 16.19; Ap 5.9).   
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 30 de novembro de 2013

Creio que Jesus ressuscitou dos mortos

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.  Amém.
      Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos tratar da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, conforme confessado nesse importante documento da fé cristã: Creio que Jesus “ressurgiu dos mortos ao terceiro dia”.
      A Bíblia nos revela que Deus é Todo Poderoso, não sendo nada impossível para Ele, inclusive tornar a dá vida a quem faleceu. No Antigo Testamento encontramos dois casos de ressurreição de mortos: o do filho da mulher sunamita registrado em 2 Rs 4.17-37, e o de um cadáver que foi lançado apressadamente na sepultura de Eliseu que ao tocar nos ossos do profeta, ressurgiu dos mortos (2 Rs 13.20,21). No Novo Testamento três pessoas ressurgiram dos mortos através do ministério do Senhor Jesus: a filha de Jairo (Mt 9.18,19,23-26), o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17) e o mais famoso, o de Lázaro (Jo 11.1-45). Ainda encontramos o caso de Dorcas que foi ressuscitada pela instrumentalidade do apóstolo Pedro, pelo poder de Deus (At 9.36-42).Tem ainda o caso de Êutico que caiu de um terceiro andar e  morreu, mas Paulo pelo poder de Deus o levantou dos mortos (20.7-12), e o outro, a ressurreição de diversos santos quando da morte de Cristo (Mt 27.50-53).
   Quanto à ressurreição de Cristo todos os evangelhos fazem referência a ela (Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-18). Esse grande acontecimento já tinha sido vaticinado no Antigo Testamento no Sl 16.8-11, texto este citado por Pedro no seu sermão no dia de Pentecostes (At 2.25-28). O próprio Jesus em diversas ocasiões, em seu ministério, revelara que iria morrer, mas que ressuscitaria ao terceiro dia (Mt 16.21; 17.22,23; 26.32; 27.63,64).
Olhando para um dos relatos históricos desse grande acontecimento (o de Mateus) nos é dito que no terceiro dia de morto, houve um grande terremoto localizado, pois um anjo desceu dos Céus e removeu a pedra que tapava o sepulcro. Os soldados que guardavam o sepulcro desmaiaram, e Jesus ressurgiu dos mortos.
     O Senhor Jesus que sempre existiu como Deus (forma espiritual), assumiu uma natureza humana na encarnação. Viveu e morreu com o corpo encarnado e com esse mesmo corpo ressurgiu dos mortos, agora glorificado, revestido de imortalidade, incorruptível, e ainda com esse mesmo corpo apareceu aos seus discípulos, sendo reconhecido por eles.
   As provas da ressurreição de Jesus são pela ordem crescente: o túmulo vazio (Mt 28.6); o testemunho de dois anjos que presenciaram o acontecimento (Lc 24.4-6), e as aparições de Jesus depois de ressurreto, inclusive ao apóstolo Tomé que dissera, após ouvir o testemunho dos que O viram ressuscitado, que só acreditaria se tocasse no Seu corpo, no que foi atendido pelo Senhor conforme relato de João (Jo 20.19-29).
    Segundo as Escrituras, o Cristo ressurreto apareceu às testemunhas previamente escolhidas por Deus para serem testemunhas da ressurreição do Senhor (At 1.3; 10.40,41), sendo elas: “Maria Madalena (Mc 16.9-11; Jo 20.11-18); algumas mulheres (Mt 28.8-10); Pedro (Lc 24.34; 1 Co 15.5); dois discípulos a caminho de Emaús (Lc 24.13-35); dez discípulos uma semana depois (Jo 20.19-24); onze discípulos com Tomé presente (Jo 20.26-29); quinhentos  irmãos de uma vez (1 Co 15.6); Tiago irmão do Senhor (1 Co 15.7); onze irmãos  na Galiléia (Mt 28.16-20; Mc 16.14-18); onze discípulos em Jerusalém quarenta dias depois ( Lc 24.36-53; At 1.3-12); e a Paulo (1 Co 15.8)”. (fonte: Bíblia Anotada, Ryrie).
    A crença e a profissão de fé na morte e na ressurreição de Cristo (a essência do Evangelho) são de primordial importância para a salvação do homem. “O qual (Jesus) por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação” Rm 4.25. “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo” Rm 10.9.
    A ressurreição de Cristo é o padrão da ressurreição dos crentes falecidos (Fp 3.20,21), sendo Ele as primícias (1 Co 15.20,49) e depois dEle os Seus, na Sua segunda vinda (1 Co 15.23). 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Creio que Jesus foi sepultado

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Avançando no estudo do Credo Apostólico iremos neste boletim falar sobre o fato histórico do sepultamento do corpo de nosso Senhor Jesus Cristo logo após a sua ignominiosa morte na cruz do Calvário, pois o Credo diz que Jesus padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
      A sepultura é o último estágio do processo de degradação do ser humano, é o lugar final na terra da terrível sentença de Deus sobre o pecado. Ainda a sepultura é o lugar onde o corpo sem vida é depositado para se desfazer em pó. “... porquanto és pó, e em pó te tornarás” Gn 3.19.
   No estudo da Cristologia encontramos uma parte que trata dos Estados de Cristo (Estado de Humilhação – encarnação, sofrimento, morte e sepultamento, e o Estado de Exaltação – ressurreição, ascensão, entronização e segunda vinda), sendo, como vimos, o sepultamento o ultimo estágio do Estado de Humilhação de Cristo.

   Reportando-nos ao fato histórico, os evangelhos nos dizem que após a morte de Jesus, o seu corpo foi tirado da cruz e levado a um sepulcro novo, escavado numa  rocha, próximo ao lugar onde  morrera, e ali sepultado. Esse sepulcro pertencia a um discípulo de Jesus,  mesmo que em oculto, membro do Sinédrio judaico, mas que não tivera nenhum envolvimento com a condenação do Senhor (Mt 27.57-66; Mc 15.42-47; Lc 23.49-56; Jo 19.38-42).
O texto sagrado nos diz que foi José de Arimatéia quem se dirigiu a Pilatos e pediu que lhe desse o corpo do Senhor  para ser sepultado, o que foi atendido por Pilatos (Mt 27.57-60; Mc 15.43-46; Lc 23.50-53; Jo 19.38). Diz ainda um dos evangelhos que Arimatéia, junto com outro discípulo chamado Nicodemos, envolveu o corpo num lençol junto com as especiarias, como faziam os judeus nos sepultamentos (Mt 27.59; Mc 15.46; Lc 23.53; Jo 19.39,40). Após ser colocado o corpo de Jesus no sepulcro escavado na rocha foi rolada uma pedra para fechá-lo. Concluído todo esse processo cumpriu-se uma Escritura profética do Antigo Testamento que vaticinara que Jesus seria sepultado entre os ricos (Is 53.9).
   Mateus nos revela ainda que os líderes religiosos de Israel pediram a Pilatos que lacrasse o sepulcro e colocasse guarda diante dele para, segundo eles, evitar que os discípulos de Jesus viessem de noite e tirassem o corpo de Jesus  e depois propagasse que ressuscitara dos mortos. Nesse pedido eles fizeram referência às palavras do Senhor que dissera que depois de três dias ressuscitaria dos mortos. Na ocasião injuriaram a Jesus chamando-o de enganador (Mt 27.62-66).
   Considerando que na ocasião da morte física há uma separação da parte material (corpo) da parte espiritual (alma ou espírito) e que esta última se projeta na eternidade, onde estaria a alma de Jesus entre a sua morte e a sua ressurreição? Uns alegam que nesse período Jesus desceu ao Hades (lugar dos mortos desencarnados) e ali pregou aos espíritos das pessoas antediluvianas, que estavam aprisionados, e para isso se apoiam em 1 Pe 3.19,20. Outros ensinam - o que é correto - que o corpo de Jesus logo após a sua morte foi depositado numa sepultura e a sua alma foi para o Céu, para a presença do Pai celestial donde voltaria para reassumir o seu corpo quando de sua ressurreição. Lembrem-se de que Ele disse a um dos que foram crucificados com Ele, que apelou para a sua misericórdia: “... Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” Lc 23.43. E lembre-se ainda o que foi dito pelo Senhor quando estava morrendo: “... Pai, nas tuas mãos entrego o meu espirito...” Lc 23.46.
  Quanto à explicação do texto de  Pedro, o ensino correto é que Jesus pregou através de Noé à geração antediluviana, enquanto aquele patriarca preparava a arca que  salvaria a si e sua família daquela catástrofe universal.               
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Creio que Jesus morreu na cruz

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico iremos neste boletim falar sobre o fato histórico da morte de nosso Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário e sua implicação teológica na vida dos seres humanos.
      Vimos no artigo anterior que Jesus foi condenado à morte pelo tribunal judaico por ter blasfemado, segundo os seus acusadores, contra Deus. Como os judeus não podiam aplicar a pena de morte, que no caso seria por apedrejamento, por estar sob a jurisdição do império romano, o caso foi levado a Pilatos, procurador romano,  para ser consumado. Mesmo o tribunal romano não tendo razões para condenar Jesus à morte, segundo o próprio juiz que julgou o caso, Pilatos, por conveniência politica e pressão das autoridades judaicas Jesus foi entregue à morte de crucificação que era a pena aplicada pelos romanos. Isto aconteceu para que se cumprissem as palavras de Jesus quando profetizou que seria esse o tipo de morte que iria sofrer (Mt 20.18,19; Jo 18.31,32).
     Na hora terceira (nove horas da manhã) Jesus foi pregado na cruz e nela passou seis horas, vindo a falecer na hora nona (três horas da tarde) do mesmo dia, sexta-feira, o dia anterior ao sábado.

    Segundo o relato do evangelista João os líderes judeus pediram a Pilatos que quebrassem as pernas dos três condenados para que os seus corpos não ficassem pregados na cruz no dia de sábado, no outro dia da crucificação (Dt 21.22,23). Autorizados por Pilatos os soldados quebraram as pernas dos dois malfeitores que ladeavam Jesus, mas a Ele não fizeram isso porque já tinha morrido, e também para se cumprir a palavra profética que dizia que nenhum de seus ossos seria quebrado (Ex 12.46; Jo 19.36). Um dos soldados para se certificar de que de fato Jesus tinha morrido o feriu com a lança num de seus lados, saindo do ferimento sangue e água, conforme relato de João (Jo 19.34,37).
   Alguém poderia objetar por que Jesus morreu tão cedo, comparado com os outros dois que foi preciso que lhes quebrassem as pernas para que isso acontecesse. A questão é que nenhum dos malfeitores que foi crucificado com Ele sofreu o que Ele sofrera. Os flagelos que Jesus sofreu, antes da sua crucificação, por si mesmo poderiam acarretar a sua morte. Ele foi terrivelmente chicoteado, sofreu uma pressão psicológica inimaginável, levou pancadas na cabeça, cravaram uma coroa de espinhos em sua cabeça, etc (Mt  20.19; 27.26; Jo 19.1; Mt 27.30; Mc 15.19).
   Todos os relatos feitos pelos quatro evangelistas afirmam categoricamente que Jesus morreu (Mt 27.50; Mc 15.37; Lc 23.46; Jo 19.30). Transcrevemos a seguir um desses relatos: “E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou” Lc 24.46.
    Quanto às implicações teológicas da morte de Jesus, ela foi: 1) uma morte sacrificial, um sacrifício pelos pecados dos homens (Hb 10.12); uma morte propiciatória, tornando Deus favorável ao homem (1 Jo 4.10); uma expiação pelo pecado, removendo a culpa (Hb 2.17 ); uma morte redentora, pagou o preço da redenção do seu povo (Ef 1.7); uma morte vicária, em favor de outros (1 Pe 3.18 ); uma morte substitutiva, em lugar de outrem (1 Pe 2.24); foi ainda um grande brado de vitória sobre os poderes das trevas (Cl 2.14,15). Nada na história da redenção se compara com a morte de Cristo na cruz, essa foi a maior de todas as suas obras realizadas em seu ministério terreno, pois ela foi o único ato que reconciliou o homem pecador com Deus.
   Aqueles que dizem que Jesus não morreu na cruz,  que desmaiou, que teve uma sincope, e que depois de ser tirado da cruz desapareceu da história, e por não acreditarem também em sua posterior ressurreição, labutam em terrível  erro que vai lhes custar a perdição eterna.             
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Creio que Jesus foi crucificado

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O método de executar pessoas com a crucificação começou na Pérsia e foi trazido por Alexandre Magno para o Ocidente e utilizado frequentemente pelos romanos. Na crucificação combinavam-se dois elementos - vergonha e tortura, e por isso era considerado um ato ignominioso.
      O castigo imposto pela crucificação começava com a flagelação do condenado, depois de ser sido despojado de suas vestes. Na flagelação a vítima era amarrada num tronco e chicoteada com um azorrague que tinha pregos e pedaços de ossos nas pontas. Às vezes no ato da flagelação o condenado morria devido não resistir aos ferimentos. Ainda no ato de flagelação o réu era obrigado a levar a haste menor da cruz até o local de sua execução onde já se encontrava a haste maior fixada no chão.
    No ato em si da crucificação, a vitima era pendurada de braços abertos em uma cruz de madeira, tendo as mãos e os pés amarrados ou  fixados por pregos. A morte ocorria por asfixia devido ao peso sobre as pernas sobrecarregar a musculatura abdominal dificultando, barbaramente, o processo de respiração. Era uma morte lenta e terrível. Às vezes para abreviar a morte da pessoa quebravam-lhe as pernas (Jo 19.31-34).

   Segundo a lei mosaica, a pessoa que sofresse a morte por crucificação (pendurada num madeiro) seria considerada maldita. “Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e haja de morrer, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás  no mesmo dia, porquanto o pendurado é maldito de Deus...” Dt 21.22,23. O apóstolo Paulo falando da morte de Cristo cita esse texto em Gálatas 3.13, quando disse que Cristo se fez maldição por nós, morrendo na cruz.
   O Senhor no final de seu ministério revelara aos seus discípulos que seria condenado e morto por crucificação. “Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão a morte. E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará”  Mt 20.18,19.
   A lei mosaica determinava que os blasfemadores fossem mortos (Jo 19.7) por apedrejamento (Lv 24.10-16,23). Jesus foi condenado pelo tribunal judaico, segundo os seus acusadores, pelo pecado de blasfêmia, mas como os judeus estavam sob o controle do império romano,  não tinham autorização para executar ninguém (Jo 18.31), foi por isso que os sacerdotes o levaram ao tribunal  romano para que fosse condenado por ele e aplicado a pena de morte por  crucificação, como estava previsto no programa divino (Jo 18.32).
   Os evangelhos revelam que depois de flagelado pelos soldados romanos, Jesus foi obrigado a levar a cruz (haste menor) até o lugar onde seria supliciado, sendo ajudado por Simão Cirineu que carregou a cruz por ele, visto que não aguentava mais de tão ferido que estava (Mt 27.26-32; Mc 15.15-22; Lc 23.25,26; Jo 19.1,16,17).
   Num monte próximo a Jerusalém chamado Calvário, Jesus foi pregado na cruz às nove horas da manhã e morreu às três horas da tarde do mesmo dia. Ao seu lado foram crucificados dois malfeitores, um a sua direita e o outro a sua esquerda (Mt 27.33-50; Mc 15.22-37; Lc 23.33-46; Jo 19.17-30).
   Na cruz, Jesus proferiu as suas últimas palavras: 1) perdoou os seus algozes; 2) garantiu o paraíso a um dos condenados arrependido; 3) entregou Maria sua mãe aos cuidados de João e João aos cuidados dela; 4) clamou: “Eli, Eli, lemá sabactâni”; 5) disse que estava com sede; 6) disse ainda “está consumado”; 7) e disse “Pai nas tuas mãos entrego o meu espirito”. 
  Quanto à cruz, o instrumento usado para a morte de Cristo, ela não deve ser venerada. A verdadeira veneração deve ser dada ao crucificado, Aquele que morreu pelos nossos pecados. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Creio que Jesus padeceu sob Pôncio Pilatos

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Muitos teólogos acham estranho que numa declaração de fé se contenha uma informação histórica como tem o Credo Apostólico, quando cita o nome do procurador romano Pôncio Pilatos sob cujo governo padeceu Jesus Cristo. Hoje vemos como foi importante essa informação, devido alguns negarem a historicidade de Jesus.
     Segundo os historiadores, Pôncio Pilatos foi o quinto procurador romano na Judéia, e governou aquela difícil província do império romano nos anos de 26 D.C. a 36 D.C. sendo destituído do cargo devido à excessiva força com que tratou uma revolta entre os galileus (Lc 13.1,2).
    Paulo escrevendo aos Gálatas (4.4) nos revelou que na plenitude dos tempos Deus enviou o seu Filho nascido de mulher. Tratando-se da plenitude dos tempos no programa divino, é preciso que nos reportemos ao livro do profeta Daniel onde encontramos uma revelação sobre as grandes potencias que iriam dominar o mundo conhecido, até ao primeiro advento de Cristo, pela ordem, Caldeus, Persas, Gregos e Romanos (cabeça de ouro, tórax e braços de prata, ventre e coxas de cobre, pernas de ferro e pés de ferro e de barro, da estátua do sonho de Nabucodonosor). Dn 2.31-45.

   As pernas de ferro e os pés de ferro e de barro, que Daniel falou era o império romano que depois de submeter o dilacerado império grego conquistou o mundo todo.
Esse império é retratado ainda por Daniel como o animal terrível do capitulo sete de sua profecia, que a tudo destruía. “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; e devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; e era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez pontas” Dn 7.7.
    Como era grande a extensão física do império romano, para administrá-lo os imperadores romanos nomeavam procuradores para representar o império nas províncias conquistadas, cabendo a Pilatos a Judéia, a província mais difícil de ser administrada, devido ao nacionalismo judaico alicerçado em sua religião monoteísta.
   Lucas no início do seu evangelho trata de informar os lideres políticos da época em que João Batista e, pouco depois, Jesus começaram os seus ministérios (Lc 3.1), dentre eles Pilatos. Todos os quatro evangelhos dizem que o Senhor Jesus foi apresentado a Pilatos pelas autoridades religiosas de Israel para ser dada a sentença final já decidida pelo tribunal judaico (Mt 27.11-26; Mc 15.1-15; Lc 23.1-25; Jo 18.28-40; 19.1-16). Isso aconteceu devido Roma ter puxado para si a decisão final quando se tratava de condenar alguém à morte, no âmbito do império (Jo 18.31). Além disso, estava já determinado por Deus que a morte de Seu filho seria por crucificação, que era a pena comum aplicada pelo império romano aos piores criminosos (Mt 26.2; Jo 18.32; At 4.27,28). Se a pena de morte de Jesus fosse executada pelos judeus, ele teria sido apedrejado e não crucificado conforme mandava a lei mosaica, quando se tratava de pecado de blasfêmia  –  a acusação contra Jesus (Lv 24.10-16,23).
   Pilatos até tentou libertar Jesus, pois percebeu que a acusação fora motivada por inveja (Mt 27.18; Mc 15.10). Além disso, sua mulher lhe revelara que tivera um sonho e muito sofrera por isso, e aconselhou ao seu marido a não se envolver com a causa daquele justo (Mt 27.19), mas devido a pressão dos principais lideres religiosos de Israel e por conveniência politica, condenou Jesus a morte por crucificação.  
   Segundo se infere do texto de Atos 4.27,28, Pilatos já tinha sido designado por Deus para ser um dos instrumentos para levar Jesus à cruz, a fim de realizar a obra redentora. O fato de ter sido usado por Deus com esse propósito não o exime da responsabilidade moral pelo ato praticado.         
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...