Este blog veicula reflexões bíblicas feitas pelo Reverendo Eudes Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Creio no Espírito Santo
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso,
Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso
Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem
Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e
sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à
direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os
mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos
santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.
Amém.
O Credo Apostólico dá uma ênfase grande a
Cristologia como vimos nos boletins anteriores, mas também contempla a
Pneumatologia (a doutrina do Espirito Santo), mesmo que de forma sucinta:
“Creio no Espirito Santo”.
O
Credo Apostólico é Trinitário, pois professa a sua fé em Deus Pai, no Filho de
Deus Jesus Cristo e no Espirito Santo. “Creio
em Deus Pai;... Creio em Jesus Cristo seu único Filho;... Creio no Espirito
Santo;...”
As
Sagradas Escrituras nos revelam que o Deus verdadeiro é uno em essência, mas que
subsiste em três pessoas distintas uma das outras, e possuídas dos mesmos
atributos. Assim podemos afirmar com segurança que o Pai é Deus, que o Filho é
Deus e que o Espirito Santo é Deus, não são três deuses, mas um único Deus
verdadeiro composto de três pessoas distintas.
A
seção que iremos tratar neste artigo é sobre o Espirito Santo. Segundo as Escrituras
o Espirito Santo procede do Pai e do Filho, é aquilo que conhecemos como a processão do Espirito Santo. (Jo 14.16,26;
15.26; 16.7).
Que o
Espírito Santo é Deus não se tem dúvida, se temos a Bíblia como verdadeira. A
Ele é atribuída à obra da criação, portanto possuidor do atributo da
Onipotência. “E a terra era sem forma e
vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espirito de Deus se movia
sobre a face das águas” Gn 1.2. “O
Espirito de Deus me fez, e a inspiração do Todo- poderoso me deu vida” Jó 33.4. Ele também é Onisciente, ou seja, conhece todas as coisas. “Mas Deus no-las revelou pelo
seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas
de Deus” 1 Co 2.10. O Espirito
também é Onipresente, ou seja, está em todos os lugares do Seu domínio ao mesmo
tempo. “Para onde me irei do teu
Espírito, ou para onde fugirei da tua face” Sl 139.7. O Espirito Santo
ainda é um ser pessoal, uma personalidade. Lembramos que o que caracteriza uma
personalidade são três coisas importantes: inteligência, vontade e emoções, e o
Espirito Santo tem essas qualidades, senão vejamos: 1) Inteligência – “Porque, qual dos homens sabe as coisas do
homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as
coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” 1 Co 2.11. Foi Ele quem inspirou
as Sagradas Escrituras (2 Pe 1.19-21); 2) Vontade – “E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espirito
de Jesus não permitiu” At 16.7. (Veja ainda At 16.6; 13.2); Emoções – “E não entristeçais o Espírito Santo de
Deus, no qual estás selados para o dia da redenção” Ef 4.30. (Veja ainda Tg
4.5).
É
o Espirito Santo que está dando continuidade à obra que Jesus começou neste
mundo. Ele foi enviado pelo Pai e pelo Filho para convencer o homem do pecado,
da justiça e do juízo (Jo 16.8-11). Ele foi dado à Igreja para ser o seu Consolador
e Parácleto (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7). O Espirito Santo também concede poder a
Igreja para testificar do Evangelho de Cristo. (Jo 15.26; Lc 24.49; At 1.8; 4.31). Ele ainda tem um
ministério didático que é o de ensinar as coisas de Deus e de lembrar aquilo
que Jesus ensinou a Igreja (Jo 14.26). O Espírito também guia o povo de Deus em
toda a verdade (Jo 16.13). O Espírito ainda concede dons espirituais aos servos
de Deus para a promoção do seu crescimento espiritual, para a edificação da
Igreja. “Mas um só e o mesmo Espirito
opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” 1
Co 12.11. (Veja ainda 12.7). O Espírito também
produz no crente genuíno o fruto do Espirito, conforme revelado em Gl 5.22. “Mas o fruto do Espirito é amor, gozo, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. A produção
desse fruto é a prova evidente de uma vida cheia do Espírito.
Irmãos, o Espirito Santo, sendo Deus que é, deve ser adorado, honrado e
venerado por todos os que professam a fé em Cristo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
sábado, 28 de dezembro de 2013
Creio no Juízo Final
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso,
Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso
Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem
Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e
sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à
direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os
mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos
santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.
Amém.
Continuando o estudo do Credo Apostólico,
neste boletim iremos contemplar a questão do Juízo Final, pois o Credo diz que
Jesus virá para julgar os vivos e os mortos. “... donde há de vir para julgar os vivos e os mortos...”.
Deus ao criar o homem lhe deu uma
responsabilidade moral e um código de ética para ser cumprido. Pelo fato de Deus
ter criado o homem tem direito sobre ele
de exigir o cumprimento desse código e o
julgará de acordo com ele. “Mas Deus, não
tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em
todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com
justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu
certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” At 17.30,31. (Veja ainda Ec
12.13,14).
Esse grande julgamento ocorrerá
imediatamente após a Segunda Vinda de Cristo, sendo ele o Juiz supremo desse
tribunal. “E quando o Filho do homem vier
em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da
sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas a sua direita,
mas os bodes a esquerda” Mt 25.31-33.
No livro de Apocalipse, João viu uma representação figurada do grande
Juiz. Ele é descrito como tendo um vestido longo, cingido pelos peitos com um
cinto de ouro, a sua cabeça e cabelos eram brancos como a neve e os seus olhos como chama de fogo. Os seus pés
eram semelhante a latão reluzente e a sua voz como o ruído de uma cachoeira, o
seu rosto era como o sol na sua força e da sua boca saía uma aguda espada de
dois gumes (Ap 1.13-16; 19.15).
Segundo
o texto do sermão escatológico de Jesus citado, o julgamento final começará com
o julgamento das ovelhas de Jesus, da Igreja. Paulo disse que todos nós (os
crentes) iremos comparecer diante de Deus para dar conta de nossa mordomia.
Entenda-se mordomia como algo pertencente a Deus e dado para ser administrado
por nós, as ovelhas de Jesus (vida, tempo, bens e dons). “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que
cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” 2
Co 5.10. “E, eis que cedo venho, e o
meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” Ap 22.12. (Veja
ainda 1 Co 3.11-15; Rm 14.10-12).
O
julgamento da Igreja não é para condenação (Rm 8.1,2,31-39) e sim para recompensar
os fiéis (Ap 11.18).
Com
a Igreja julgada e devidamente recompensada, Jesus, o grande Juiz, irá tratar
com os bodes (os não-salvos). Nessa fase do julgamento a Igreja estará ao lado
do Senhor. “Não sabeis vós que os santos
hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois
porventura indignos e julgar as coisas mínimas?” 1 Co 6.2. Depois de julgar
os ímpios e destiná-los a perdição eterna (Ap 20.11-15), o Senhor julgará os
anjos caídos, inclusive Satanás, ainda com a presença da Igreja, Consigo. “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?...”
1 Co 6.3. (Veja ainda 2 Pe 2.4; Jd 6).
Para
que o Julgamento Final tenha ocasião, faz-se necessário que todas as pessoas
tenham morrido (Ap 19.17-21), exceto a última geração da Igreja que será
arrebatada (1 Ts 4.17), e ressuscitadas com
os corpos com os quais viveram neste mundo, corpos especiais (ímpios) e corpos
glorificados (os justos). “Não vos
maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros
ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e
os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” Jo 5.28,29. (Veja
ainda Dn 12.2; Ap 20.5,11-13).
Irmãos,
temamos ao grande Juiz, preparemo-nos para esse grande dia, procurando viver
conforme o código de ética entregue por Ele para ser obedecido por todos.
Pr.
Eudes Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Creio que Jesus virá segunda vez
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso,
Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso
Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem
Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e
sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à
direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os
mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos
santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.
Amém.
O Senhor Jesus veio a este mundo pela
primeira vez para revelar o Pai e para realizar a obra redentora que
possibilitou ao homem se reconciliar com Deus, perdoando-lhe os pecados e
salvando a sua alma da perdição eterna. Ao longo do seu ministério terreno o
Senhor Jesus disse que voltaria novamente a este mundo, que é a promessa da sua
segunda vinda. O credo apostólico contempla esse magno assunto, quando diz:
“... donde há de vir para julgar os vivos
e os mortos...”.
A segunda vinda do Senhor é um dos eventos mais bem documentado de todo
o Novo Testamento, pois em quase todos os livros dessa parte da Bíblia, a
exceção de Filemom, 2 e 3 João, encontramos referências diretas ou indiretas
sobre esse que é o mais importante evento esperado pela Igreja – a segunda
vinda do Senhor Jesus.
Citamos a seguir dois registros dessa promessa feita pelo próprio Senhor:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas; Se
não fosse assim, eu vo-lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E, quando eu for,
e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais
vós também” Jo 14.2,3. “Então aparecerá no céu o
sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão; e verão o
filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” Mt
24.30. (Veja ainda Mt 24.42,44;etc).
No
Antigo Testamento há também referências sobre esse evento, principalmente a encontrada no
livro de Daniel: “Eu estava olhando nas
minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do
homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe
dado o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos o servissem; o seu
domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino o único que não
será destruído” Dn 7.13,14.
Anjos e apóstolos do Senhor também falaram
sobre o assunto: “E, estando com os olhos
fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões
vestidos de branco, os quais lhes disseram: varões galileus, por que estais
olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há
de vir assim como para o céu o viste ir” At 1. 10,11. “Dizemo-vos, pois, isto
pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor,
não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os
que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” 1 Ts 4.15,16.
A Segunda Vinda do Senhor terá as seguintes
características: 1) Será uma vinda pessoal
(Jo 14.3; At 1.11); 2) Será uma vinda física (Mt 24.30; Ap 1.7); 3) Será
uma vinda visível (Mt 24.30; Ap 1.7); Será uma vinda gloriosa (Mt 16.27; 24.30;
Ap 19.11-14).
Quanto aos sinais da segunda vinda encontramos no sermão escatológico de
Jesus diversos deles (a grande tribulação, o aumento da ciência, o aumento da
iniquidade, o esfriamento espiritual, etc). Em relação à apostasia (o abandono
da fé cristã professada), Paulo nos diz: “Que
não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por
espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de
Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; por que não
será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado; o
filho da perdição” 2 Ts 2.2,3.
Quanto ao dia e a hora da vinda do Senhor, ninguém está autorizado a
marcar a data, pois Deus não a revelou a ninguém (nem a homens, nem a anjos, nem
mesmo a Jesus como homem), conforme Mt 24.36,42).
Regozijemo-nos irmãos com essa esperança e sirvamos a Deus com
fidelidade, enquanto aguardamos a segunda vinda de Jesus.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
sábado, 14 de dezembro de 2013
Creio na entronização de Cristo
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso,
Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso
Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem
Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e
sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à
direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os
mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos
santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.
Amém.
O Credo Apostólico confessa que o Senhor
Jesus após subir aos Céus assentou-se a direita da Majestade nas alturas. Neste boletim iremos tratar da entronização de
Cristo nos Céus, pois o Credo diz: “Jesus
Cristo... está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso”.
A
Bíblia Sagrada ao longo do Antigo Testamento revela que o Messias vindouro
seria estabelecido Rei para sempre. A primeira promessa de um rei messiânico
foi dada por Deus a tribo de Judá quando Jacó abençoava os seus filhos antes de
morrer: “O cetro não se arredará de Judá,
nem o legislador dentre os seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão
os povos” Gn 49.10. Essa promessa foi renovada a Davi, quando Deus disse
que um descendente seu reinaria para
sempre. “Porém a tua casa e o teu reino
serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” 2 Sm
7.16.
Quando os magos
por revelação divina foram a Jerusalém procurar o recém-nascido rei dos judeus,
toda a cidade se alvoroçou, porque estava na expectativa do cumprindo da
promessa de Deus. “... onde está aquele
que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente, e viemos a
adorá-lo” Mt 2.2.
Pilatos quando interrogou a Jesus
perguntando se ele era rei, Jesus não o negou e disse que o seu reino não era de
natureza politica e sim espiritual. “Respondeu
Jesus: O meu reino não é deste mundo;...” Jo 18.36.
A Bíblia revela que um dos ofícios de Cristo
é o oficio real, pois é Rei dos reis. “E
no vestido e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos
senhores” Ap 19.16. (Veja ainda Ap 17.14; 1 Tm 6.15).
Quando Jesus ressuscitou e ascendeu aos Céus, a fase seguinte do seu Estado
de Exaltação foi a sua entronização. Ao chegar aos Céus Jesus foi recebido pelo
Pai Celeste e por toda a corte celestial, e naquela ocasião Ele foi celebrado
pela obra realizada, e depois se assentou
ao lado do Pai em seu trono de glória (Mc 16.19; Ap 5.6; Hb 2.9). No Salmo 24 encontramos um texto
maravilhoso sobre o assunto que diz, em nossa opinião, o que aconteceu quando
Jesus retornou vitorioso aos Céus depois de realizar a obra redentora: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças;
levantai-vos ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este rei da
Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra. Levantai, ó
portas, as vossas cabeças; Levantai-vos ó entradas eternas, e entrará o Rei da
Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da
glória” Sl 24.7-10.
Assentado no seu trono de glória Jesus
governa o universo (Sl 103.19; 1 Pe 3.22), especialmente aqueles que um dia se
submeteram ao seu senhorio, a sua Igreja.
Como Rei, Jesus entronizado nos Céus, está escrevendo a história, pois Ele
é quem foi credenciado, pela obra que realizou neste mundo, a abrir o livro
selado com sete selos, do livro de Apocalipse (Ap 5.1-10).
Sabemos
pelas Escrituras que nada acontece na vida de um crente genuíno a não ser o que
foi ordenado ou permitido por Deus, pois Jesus tem o controle de todas as
coisas, como Rei que é. “O qual está à
destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as
autoridades, e as potências” 1 Pe 3.22.
Tanta confiança tinha Paulo no governo soberano do Senhor Jesus, que
disse numa de suas cartas: “E sabemos que
todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus,
daqueles que são chamados por seu decreto” Rm 8.28.
Portanto
queridos irmãos, descansemos debaixo da potente mão de Deus, pois o Senhor
Jesus tem tudo sob o seu controle. Procuremos servir a Deus de todo o nosso
coração, pois nos foi dito por Ele: “...
e eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos. Amém” Mt
28.20. (Veja ainda Hb 13.5,6).
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Creio que Jesus ascendeu aos Céus
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso,
Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso
Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem
Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e
sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à
direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os
mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos
santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.
Amém.
Neste boletim iremos tratar da assunção do
Senhor, conforme confessado pelo Credo Apostólico. Creio que Jesus “subiu ao Céu”.
Como
já foi dito, no estudo da Cristologia encontramos
uma área que contempla os Estados de Cristo (Humilhação – Encarnação,
sofrimento, morte e sepultamento; Exaltação – Ressurreição, ascensão,
entronização e segunda vinda), sendo, portanto, a ascensão do Senhor um dos
estágios do Estado de Exaltação de Cristo.
Segundo as Escrituras, o Deus verdadeiro é o Deus transcendente, ou
seja, habita num lugar fora do alcance do homem, e que é ao mesmo tempo o Deus
imanente, que interage com a sua criação.
Os
Céus é o lugar da habitação de Deus, o seu habitat natural. “Para ti que habitas nos Céus levanto os
meus olhos” Sl 123.1. A terra é o lugar da habitação do homem. “Os Céus são os céus do Senhor, mas a terra
deu-a ele aos filhos dos homens” Sl 115.16.
Para realizar a obra redentora, o Filho de Deus desceu dos Céus onde
habitava para a terra, o lugar onde o
ser humano habita. Na terra ele iria oferecer a sua preciosa vida em sacrifício
pelos pecados dos homens. “Porque eu
desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me
enviou” Jo 6.38.
Depois
de morrer na cruz do Calvário, Jesus foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia,
conforme previsto nas Escrituras. Depois
de sua ressurreição o Senhor Jesus ainda ficou na terra por um espaço de
quarenta dias, dando instruções aos seus discípulos, que teriam a incumbência
de testemunhar da sua gloriosa ressurreição. “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com
muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e
falando do que respeita ao reino de Deus” At 1.3.
A ascensão do Senhor deu-se depois de
quarenta dias de ressurreto, e o local foi em Betânia, próximo de Jerusalém.
Veja o relato bíblico sobre o assunto: “E
levou-os fora, até Betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou. E
aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles, e foi elevado ao céu” Lc
24.50,51. O evangelista Marcos relata o fato, assim: “Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e
assentou-se à direita de Deus” Mc 16.19. Novamente Lucas faz menção ao fato
da ascensão do Senhor no livro de Atos: “E
quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado as alturas, e uma nuvem o recebeu,
ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia,
eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes
disseram: varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que
dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o
vistes ir” At 1.9-11.
Em seu
ministério, o Senhor Jesus já vinha notificando aos seus discípulos que após
concluir a obra redentora voltaria para o lugar donde viera. “Que seria, pois, se vísseis subir o Filho
do homem para onde primeiro estava?” Jo 6.62. “Na casa de meu Pai há muitas
moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar” Jo
14.2. “Disse-lhe Jesus: não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai,
mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu
Deus e vosso Deus” Jo 20.17. No evangelho de João encontramos que o Senhor
tinha consciência de que iria voltar para o lugar donde viera, após a conclusão
da obra redentora. “Jesus, sabendo que o
Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus
ia para Deus” Jo 13.3.
Ao chegar aos
céus Jesus foi recebido pelo Pai e por toda a corte celestial, sendo celebrado
pela obra realizada, e assentou-se ao lado do Pai em seu trono de glória (Mc 16.19;
Ap 5.9).
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
sábado, 30 de novembro de 2013
Creio que Jesus ressuscitou dos mortos
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em
Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo;
nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado,
morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está
sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os
vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na
comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida
eterna. Amém.
Dando continuidade ao estudo do Credo
Apostólico, neste boletim iremos tratar da ressurreição de nosso Senhor Jesus
Cristo, conforme confessado nesse importante documento da fé cristã: Creio que
Jesus “ressurgiu dos mortos ao terceiro
dia”.
A
Bíblia nos revela que Deus é Todo Poderoso, não sendo nada impossível para Ele,
inclusive tornar a dá vida a quem faleceu. No Antigo Testamento encontramos
dois casos de ressurreição de mortos: o do filho da mulher sunamita registrado
em 2 Rs 4.17-37, e o de um cadáver que foi lançado apressadamente na sepultura de
Eliseu que ao tocar nos ossos do profeta, ressurgiu dos mortos (2 Rs 13.20,21).
No Novo Testamento três pessoas ressurgiram dos mortos através do ministério do
Senhor Jesus: a filha de Jairo (Mt 9.18,19,23-26), o filho da viúva de Naim (Lc
7.11-17) e o mais famoso, o de Lázaro (Jo 11.1-45). Ainda encontramos o caso de Dorcas que foi ressuscitada pela instrumentalidade do apóstolo Pedro, pelo poder de Deus (At 9.36-42).Tem ainda o caso de Êutico
que caiu de um terceiro andar e morreu, mas
Paulo pelo poder de Deus o levantou dos mortos (20.7-12), e o outro, a
ressurreição de diversos santos quando da morte de Cristo (Mt 27.50-53).
Quanto à ressurreição de Cristo todos os evangelhos fazem referência a
ela (Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-18). Esse grande acontecimento
já tinha sido vaticinado no Antigo Testamento no Sl 16.8-11, texto este citado
por Pedro no seu sermão no dia de Pentecostes (At 2.25-28). O próprio Jesus em
diversas ocasiões, em seu ministério, revelara que iria morrer, mas que
ressuscitaria ao terceiro dia (Mt 16.21; 17.22,23; 26.32; 27.63,64).
Olhando para um dos relatos históricos desse
grande acontecimento (o de Mateus) nos é dito que no terceiro dia de morto,
houve um grande terremoto localizado, pois um anjo desceu dos Céus e removeu a
pedra que tapava o sepulcro. Os soldados que guardavam o sepulcro desmaiaram, e
Jesus ressurgiu dos mortos.
O
Senhor Jesus que sempre existiu como Deus (forma espiritual), assumiu uma
natureza humana na encarnação. Viveu e morreu com o corpo encarnado e com esse
mesmo corpo ressurgiu dos mortos, agora glorificado, revestido de imortalidade,
incorruptível, e ainda com esse mesmo corpo apareceu aos seus discípulos, sendo
reconhecido por eles.
As
provas da ressurreição de Jesus são pela ordem crescente: o túmulo vazio (Mt
28.6); o testemunho de dois anjos que presenciaram o acontecimento (Lc 24.4-6),
e as aparições de Jesus depois de ressurreto, inclusive ao apóstolo Tomé que
dissera, após ouvir o testemunho dos que O viram ressuscitado, que só
acreditaria se tocasse no Seu corpo, no que foi atendido pelo Senhor conforme
relato de João (Jo 20.19-29).
Segundo as Escrituras, o Cristo ressurreto apareceu às testemunhas previamente
escolhidas por Deus para serem testemunhas da ressurreição do Senhor (At 1.3;
10.40,41), sendo elas: “Maria Madalena (Mc 16.9-11; Jo 20.11-18); algumas
mulheres (Mt 28.8-10); Pedro (Lc 24.34; 1 Co 15.5); dois discípulos a caminho
de Emaús (Lc 24.13-35); dez discípulos uma semana depois (Jo 20.19-24); onze
discípulos com Tomé presente (Jo 20.26-29); quinhentos irmãos de uma vez (1 Co 15.6); Tiago irmão do
Senhor (1 Co 15.7); onze irmãos na
Galiléia (Mt 28.16-20; Mc 16.14-18); onze discípulos em Jerusalém quarenta dias
depois ( Lc 24.36-53; At 1.3-12); e a Paulo (1 Co 15.8)”. (fonte: Bíblia
Anotada, Ryrie).
A
crença e a profissão de fé na morte e na ressurreição de Cristo (a essência do
Evangelho) são de primordial importância para a salvação do homem. “O qual (Jesus) por nossos pecados foi
entregue, e ressuscitou para a nossa justificação” Rm 4.25. “A saber: Se com a
tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o
ressuscitou dos mortos, serás salvo” Rm 10.9.
A ressurreição de Cristo é o padrão da
ressurreição dos crentes falecidos (Fp 3.20,21), sendo Ele as primícias (1 Co
15.20,49) e depois dEle os Seus, na Sua segunda vinda (1 Co 15.23).
Pr.
Eudes Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Creio que Jesus foi sepultado
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e
da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo;
nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado,
morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está
sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os
vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na
comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida
eterna. Amém.
Avançando no estudo do
Credo Apostólico iremos neste boletim falar sobre o fato histórico do
sepultamento do corpo de nosso Senhor Jesus Cristo logo após a sua ignominiosa
morte na cruz do Calvário, pois o Credo diz que Jesus padeceu sob o poder de
Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
A
sepultura é o último estágio do processo de degradação do ser humano, é o lugar
final na terra da terrível sentença de Deus sobre o pecado. Ainda a sepultura é
o lugar onde o corpo sem vida é depositado para se desfazer em pó. “... porquanto és pó, e em pó te tornarás”
Gn 3.19.
No
estudo da Cristologia encontramos uma parte que trata dos Estados de Cristo (Estado
de Humilhação – encarnação, sofrimento, morte e sepultamento, e o Estado de Exaltação
– ressurreição, ascensão, entronização e segunda vinda), sendo, como vimos, o
sepultamento o ultimo estágio do Estado de Humilhação de Cristo.
Reportando-nos ao fato histórico, os evangelhos nos dizem que após a
morte de Jesus, o seu corpo foi tirado da cruz e levado a um sepulcro novo,
escavado numa rocha, próximo ao lugar
onde morrera, e ali sepultado. Esse
sepulcro pertencia a um discípulo de Jesus,
mesmo que em oculto, membro do Sinédrio judaico, mas que não tivera
nenhum envolvimento com a condenação do Senhor (Mt 27.57-66; Mc 15.42-47; Lc
23.49-56; Jo 19.38-42).
O texto sagrado nos diz que foi José de
Arimatéia quem se dirigiu a Pilatos e pediu que lhe desse o corpo do
Senhor para ser sepultado, o que foi
atendido por Pilatos (Mt 27.57-60; Mc 15.43-46; Lc 23.50-53; Jo 19.38). Diz
ainda um dos evangelhos que Arimatéia, junto com outro discípulo chamado
Nicodemos, envolveu o corpo num lençol junto com as especiarias, como faziam os
judeus nos sepultamentos (Mt 27.59; Mc 15.46; Lc 23.53; Jo 19.39,40). Após ser
colocado o corpo de Jesus no sepulcro escavado na rocha foi rolada uma pedra para
fechá-lo. Concluído todo esse processo cumpriu-se uma Escritura profética do Antigo
Testamento que vaticinara que Jesus seria sepultado entre os ricos (Is 53.9).
Mateus nos revela ainda que os líderes religiosos de Israel pediram a
Pilatos que lacrasse o sepulcro e colocasse guarda diante dele para, segundo
eles, evitar que os discípulos de Jesus viessem de noite e tirassem o corpo de
Jesus e depois propagasse que
ressuscitara dos mortos. Nesse pedido eles fizeram referência às palavras do
Senhor que dissera que depois de três dias ressuscitaria dos mortos. Na ocasião
injuriaram a Jesus chamando-o de enganador (Mt 27.62-66).
Considerando que na ocasião da morte física há uma separação da parte
material (corpo) da parte espiritual (alma ou espírito) e que esta última se
projeta na eternidade, onde estaria a alma de Jesus entre a sua morte e a sua
ressurreição? Uns alegam que nesse período Jesus desceu ao Hades (lugar dos
mortos desencarnados) e ali pregou aos espíritos das pessoas antediluvianas, que
estavam aprisionados, e para isso se apoiam em 1 Pe 3.19,20. Outros ensinam - o
que é correto - que o corpo de Jesus logo após a sua morte foi depositado numa
sepultura e a sua alma foi para o Céu, para a presença do Pai celestial donde
voltaria para reassumir o seu corpo quando de sua ressurreição. Lembrem-se de
que Ele disse a um dos que foram crucificados com Ele, que apelou para a sua
misericórdia: “... Em verdade te digo que
hoje estarás comigo no Paraíso” Lc 23.43. E lembre-se ainda o que foi dito
pelo Senhor quando estava morrendo: “... Pai, nas tuas mãos entrego o meu
espirito...” Lc 23.46.
Quanto
à explicação do texto de Pedro, o ensino
correto é que Jesus pregou através de Noé à geração antediluviana, enquanto aquele
patriarca preparava a arca que salvaria a
si e sua família daquela catástrofe universal.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Creio que Jesus morreu na cruz
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e
da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo;
nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado,
morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está
sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os
vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na
comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida
eterna. Amém.
Dando continuidade ao estudo
do Credo Apostólico iremos neste boletim falar sobre o fato histórico da morte
de nosso Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário e sua implicação teológica na
vida dos seres humanos.
Vimos no artigo anterior que Jesus foi condenado à morte pelo tribunal
judaico por ter blasfemado, segundo os seus acusadores, contra Deus. Como os
judeus não podiam aplicar a pena de morte, que no caso seria por apedrejamento,
por estar sob a jurisdição do império romano, o caso foi levado a Pilatos, procurador
romano, para ser consumado. Mesmo o
tribunal romano não tendo razões para condenar Jesus à morte, segundo o próprio
juiz que julgou o caso, Pilatos, por conveniência politica e pressão das
autoridades judaicas Jesus foi entregue à morte de crucificação que era a pena
aplicada pelos romanos. Isto aconteceu para que se cumprissem as palavras de
Jesus quando profetizou que seria esse o tipo de morte que iria sofrer (Mt
20.18,19; Jo 18.31,32).
Na hora terceira (nove horas da manhã) Jesus foi pregado na cruz e nela
passou seis horas, vindo a falecer na hora nona (três horas da tarde) do mesmo
dia, sexta-feira, o dia anterior ao sábado.
Segundo o relato do evangelista João os líderes judeus pediram a Pilatos
que quebrassem as pernas dos três condenados para que os seus corpos não
ficassem pregados na cruz no dia de sábado, no outro dia da crucificação (Dt 21.22,23). Autorizados por
Pilatos os soldados quebraram as pernas dos dois malfeitores que ladeavam Jesus,
mas a Ele não fizeram isso porque já tinha morrido, e também para se cumprir a
palavra profética que dizia que nenhum de seus ossos seria quebrado (Ex 12.46;
Jo 19.36). Um dos soldados para se certificar de que de fato Jesus tinha
morrido o feriu com a lança num de seus lados, saindo do ferimento sangue e água,
conforme relato de João (Jo 19.34,37).
Alguém poderia objetar por que Jesus morreu tão cedo, comparado com os
outros dois que foi preciso que lhes quebrassem as pernas para que isso
acontecesse. A questão é que nenhum dos malfeitores que foi crucificado com Ele
sofreu o que Ele sofrera. Os flagelos que Jesus sofreu, antes da sua crucificação,
por si mesmo poderiam acarretar a sua morte. Ele foi terrivelmente chicoteado,
sofreu uma pressão psicológica inimaginável, levou pancadas na cabeça, cravaram
uma coroa de espinhos em sua cabeça, etc (Mt 20.19; 27.26; Jo 19.1; Mt 27.30; Mc 15.19).
Todos os relatos feitos pelos quatro evangelistas afirmam
categoricamente que Jesus morreu (Mt 27.50; Mc 15.37; Lc 23.46; Jo 19.30).
Transcrevemos a seguir um desses relatos: “E,
clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.
E, havendo dito isto, expirou” Lc 24.46.
Quanto às implicações teológicas da morte de Jesus, ela foi: 1) uma
morte sacrificial, um sacrifício pelos pecados dos homens (Hb 10.12); uma morte
propiciatória, tornando Deus favorável ao homem (1 Jo 4.10); uma expiação pelo
pecado, removendo a culpa (Hb 2.17 ); uma morte redentora, pagou o preço da
redenção do seu povo (Ef 1.7); uma morte vicária, em favor de outros (1 Pe 3.18
); uma morte substitutiva, em lugar de outrem (1 Pe 2.24); foi ainda um grande
brado de vitória sobre os poderes das trevas (Cl 2.14,15). Nada na história da
redenção se compara com a morte de Cristo na cruz, essa foi a maior de todas as
suas obras realizadas em seu ministério terreno, pois ela foi o único ato que
reconciliou o homem pecador com Deus.
Aqueles que dizem que Jesus não morreu na cruz, que desmaiou, que teve uma sincope, e que
depois de ser tirado da cruz desapareceu da história, e por não acreditarem também
em sua posterior ressurreição, labutam em terrível erro que vai lhes custar a perdição eterna.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Creio que Jesus foi crucificado
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e
da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo;
nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado,
morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está
sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os
vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na
comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida
eterna. Amém.
O método de executar
pessoas com a crucificação começou na Pérsia e foi trazido por Alexandre Magno
para o Ocidente e utilizado frequentemente pelos romanos. Na crucificação
combinavam-se dois elementos - vergonha e tortura, e por isso era considerado
um ato ignominioso.
O castigo imposto pela crucificação começava com a flagelação do
condenado, depois de ser sido despojado de suas vestes. Na flagelação a vítima
era amarrada num tronco e chicoteada com um azorrague que tinha pregos e
pedaços de ossos nas pontas. Às vezes no ato da flagelação o condenado morria
devido não resistir aos ferimentos. Ainda no ato de flagelação o réu era
obrigado a levar a haste menor da cruz até o local de sua execução onde já se encontrava
a haste maior fixada no chão.
No
ato em si da crucificação, a vitima era pendurada de braços abertos em uma cruz
de madeira, tendo as mãos e os pés amarrados ou fixados por pregos. A morte ocorria por
asfixia devido ao peso sobre as pernas sobrecarregar a musculatura abdominal dificultando,
barbaramente, o processo de respiração. Era uma morte lenta e terrível. Às
vezes para abreviar a morte da pessoa quebravam-lhe as pernas (Jo 19.31-34).
Segundo a lei mosaica, a pessoa que sofresse a morte por crucificação
(pendurada num madeiro) seria considerada maldita. “Quando também em alguém houver
pecado, digno do juízo de morte, e haja de morrer, e o pendurares
num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o
enterrarás no mesmo dia, porquanto o
pendurado é maldito de Deus...” Dt 21.22,23. O apóstolo Paulo
falando da morte de Cristo cita esse texto em Gálatas 3.13, quando disse que
Cristo se fez maldição por nós, morrendo na cruz.
O
Senhor no final de seu ministério revelara aos seus discípulos que seria
condenado e morto por crucificação. “Eis
que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos
sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão a morte. E o entregarão aos gentios
para que dele escarneçam, e o açoitem e crucifiquem, e ao terceiro dia
ressuscitará” Mt 20.18,19.
A lei mosaica determinava que os blasfemadores
fossem mortos (Jo 19.7) por apedrejamento (Lv 24.10-16,23). Jesus foi condenado
pelo tribunal judaico, segundo os seus acusadores, pelo pecado de blasfêmia,
mas como os judeus estavam sob o controle do império romano, não tinham autorização para executar ninguém
(Jo 18.31), foi por isso que os sacerdotes o levaram ao tribunal romano para que fosse condenado por ele e aplicado
a pena de morte por crucificação, como
estava previsto no programa divino (Jo 18.32).
Os
evangelhos revelam que depois de flagelado pelos soldados romanos, Jesus foi
obrigado a levar a cruz (haste menor) até o lugar onde seria supliciado, sendo
ajudado por Simão Cirineu que carregou a cruz por ele, visto que não aguentava
mais de tão ferido que estava (Mt 27.26-32; Mc 15.15-22; Lc 23.25,26; Jo 19.1,16,17).
Num
monte próximo a Jerusalém chamado Calvário, Jesus foi pregado na cruz às nove
horas da manhã e morreu às três horas da tarde do mesmo dia. Ao seu lado foram
crucificados dois malfeitores, um a sua direita e o outro a sua esquerda (Mt
27.33-50; Mc 15.22-37; Lc 23.33-46; Jo 19.17-30).
Na
cruz, Jesus proferiu as suas últimas palavras: 1) perdoou os seus algozes; 2) garantiu
o paraíso a um dos condenados arrependido; 3) entregou Maria sua mãe aos
cuidados de João e João aos cuidados dela; 4) clamou: “Eli, Eli, lemá sabactâni”;
5) disse que estava com sede; 6) disse ainda “está consumado”; 7) e disse “Pai
nas tuas mãos entrego o meu espirito”.
Quanto à
cruz, o instrumento usado para a morte de Cristo, ela não deve ser venerada. A
verdadeira veneração deve ser dada ao crucificado, Aquele que morreu pelos
nossos pecados.
Pr.
Eudes Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Creio que Jesus padeceu sob Pôncio Pilatos
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e
da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo;
nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado,
morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está
sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os
vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na
comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida
eterna. Amém.
Muitos teólogos acham
estranho que numa declaração de fé se contenha uma informação histórica como tem
o Credo Apostólico, quando cita o nome do procurador romano Pôncio Pilatos sob
cujo governo padeceu Jesus Cristo. Hoje vemos como foi importante essa
informação, devido alguns negarem a historicidade de Jesus.
Segundo os historiadores, Pôncio Pilatos foi o quinto procurador romano
na Judéia, e governou aquela difícil província do império romano nos anos de 26
D.C. a 36 D.C. sendo destituído do cargo devido à excessiva força com que tratou
uma revolta entre os galileus (Lc 13.1,2).
Paulo escrevendo aos Gálatas (4.4) nos revelou que na plenitude dos
tempos Deus enviou o seu Filho nascido de mulher. Tratando-se da plenitude dos
tempos no programa divino, é preciso que nos reportemos ao livro do profeta
Daniel onde encontramos uma revelação sobre as grandes potencias que iriam
dominar o mundo conhecido, até ao primeiro advento de Cristo, pela ordem,
Caldeus, Persas, Gregos e Romanos (cabeça de ouro, tórax e braços de prata,
ventre e coxas de cobre, pernas de ferro e pés de ferro e de barro, da estátua
do sonho de Nabucodonosor). Dn 2.31-45.
As
pernas de ferro e os pés de ferro e de barro, que Daniel falou era o império
romano que depois de submeter o dilacerado império grego conquistou o mundo
todo.
Esse império é retratado ainda por Daniel
como o animal terrível do capitulo sete de sua profecia, que a tudo destruía. “Depois disto, eu continuava olhando nas
visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito
forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; e devorava e fazia em pedaços, e
pisava aos pés o que sobejava; e era diferente de todos os animais que apareceram
antes dele, e tinha dez pontas” Dn 7.7.
Como era grande a extensão física do império romano, para administrá-lo
os imperadores romanos nomeavam procuradores para representar o império nas
províncias conquistadas, cabendo a Pilatos a Judéia, a província mais difícil
de ser administrada, devido ao nacionalismo judaico alicerçado em sua religião
monoteísta.
Lucas
no início do seu evangelho trata de informar os lideres políticos da época em
que João Batista e, pouco depois, Jesus começaram os seus ministérios (Lc 3.1),
dentre eles Pilatos. Todos os quatro evangelhos dizem que o Senhor Jesus foi
apresentado a Pilatos pelas autoridades religiosas de Israel para ser dada a
sentença final já decidida pelo tribunal judaico (Mt 27.11-26; Mc 15.1-15; Lc
23.1-25; Jo 18.28-40; 19.1-16). Isso aconteceu devido Roma ter puxado para si a
decisão final quando se tratava de condenar alguém à morte, no âmbito do
império (Jo 18.31). Além disso, estava já determinado por Deus que a morte de
Seu filho seria por crucificação, que era a pena comum aplicada pelo império romano
aos piores criminosos (Mt 26.2; Jo 18.32; At 4.27,28). Se a pena de morte de
Jesus fosse executada pelos judeus, ele teria sido apedrejado e não crucificado
conforme mandava a lei mosaica, quando se tratava de pecado de blasfêmia – a
acusação contra Jesus (Lv 24.10-16,23).
Pilatos até tentou libertar Jesus, pois percebeu que a acusação fora
motivada por inveja (Mt 27.18; Mc 15.10). Além disso, sua mulher lhe revelara
que tivera um sonho e muito sofrera por isso, e aconselhou ao seu marido a não
se envolver com a causa daquele justo (Mt 27.19), mas devido a pressão dos
principais lideres religiosos de Israel e por conveniência politica, condenou
Jesus a morte por crucificação.
Segundo se infere do texto de Atos 4.27,28, Pilatos já tinha sido designado
por Deus para ser um dos instrumentos para levar Jesus à cruz, a fim de
realizar a obra redentora. O fato de ter sido usado por Deus com esse propósito
não o exime da responsabilidade moral pelo ato praticado.
Pr.
Eudes Lopes Cavalcanti
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