quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

1º, 2º Samuel – O Rei de Israel

Cristo na Bíblia 1º, 2º Samuel – O Rei de Israel O livro de 1 Samuel contempla o período final dos juízes, a ascensão e queda do tumultuado reinado do primeiro rei de Israel, Saul e o surgimento de Davi no cenário israelita (a sua consagração secreta como rei substituto de Saul). Quando o profeta sacerdote Samuel envelheceu, os líderes do povo de Deus foram a sua presença e solicitaram que ele ungisse um rei para governar Israel e eles apresentaram a Samuel as razões desse pedido: “... disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações” 1 Sm 8.4,5. Essa solicitação assustou a Samuel que após consultar ao Senhor e com a sua autorização ungiu Saul como rei de Israel. Saul ascendeu ao trono de Israel por uma vontade permissiva de Deus e não diretiva, pois o tempo da monarquia teocrática não chegaria com Saul que era da tribo de Benjamim e sim com um representante da tribo de Judá, Davi. A monarquia teocrática era uma possibilidade identificada na lei mosaica: “Quando entrares na terra que te dá o Senhor, teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim como têm todas as nações que estão em redor de mim, porás, certamente, sobre ti como rei aquele que escolher o Senhor, teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás pôr homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos” Dt 17.14,15. Em seguida, o texto de Deuteronômio fala sobre os direitos e deveres do futuro rei (Dt 17.14-20). Davi, o segundo rei de Israel, tipifica Cristo como rei segundo o coração de Deus. No texto de 2 Sm 7.1-17 encontramos a promessa feita por Deus a Davi de que um dos seus descendentes governaria o seu povo, reinado esse com dimensão eterna: “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” 2 Sm 7.16. Essa profecia somente poderia se cumprir em Cristo, como de fato se cumpriu, pois se tratava de um reinado da casa de Davi com dimensão eterna, o que não caberia na descendência humana de Davi que desapareceu da história quando do cativeiro babilônico. Davi era um tipo de Cristo como rei, na unção que recebera, nos dias de humilhação e posterior ascensão ao trono. Jesus, o Rei eterno, é identificado no Apocalipse, assim: “E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores” Ap 19.16. (Veja ainda Ap 5.5). Hoje Jesus como rei governa o universo e a igreja. (1 Co 15.24,25). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

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