quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Jesus abençoa os meninos (10.13-16)

Reflexões no Evangelho de Marcos Jesus abençoa os meninos (10.13-16) O texto acima trata de um momento em que os pais traziam as suas crianças para que Jesus tocasse nelas. Os discípulos de Jesus, que talvez achassem que as crianças não seriam objeto da graça divina, impediam que isso acontecesse. Jesus ao ver essa atitude os repreendeu e disse estas célebres palavras: “Deixai vir os pequeninos a mim e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus” Mc 10.14. Em seguida, Jesus disse que se alguém não recebesse o reino de Deus como uma criança, jamais entraria nele. Depois Jesus as toma carinhosamente em seus braços e as abençoa. Essa atitude do Senhor Jesus nos mostra quão importante são as crianças aos olhos de Deus. Segundo o seu programa eterno, Deus constituiu a família para que os filhos tivessem um lar onde pudessem ser criados. Aos pais Deus deixou a obrigação de educar os seus filhos, de ensinar-lhes os valores do reino de Deus. Ainda no texto, Jesus disse que as pessoas deveriam aceitar as boas novas do reino de Deus com alegria, sem malicia, de boa fé, atitudes essas próprias de uma criança quando recebe um presente. Tratando-se da salvação eterna, as crianças herdam a condenação do pecado de origem e a natureza corrompida dos pais, e não são inocentes aos olhos de Deus. No entanto, queremos acreditar que pelo fato de Jesus ter recebido as crianças, Deus aplica nelas graciosa e compulsoriamente os méritos de Cristo conquistados na cruz, caso elas faleçam naquela fase da vida antes de discernir entre o bem e o mal (a idade da razão). Quanto ao batismo de crianças, os católicos dizem que o mesmo é necessário para a salvação da pessoa; e quanto aos irmãos pedobatistas (aqueles que praticam o batismo de crianças) dizem que o batismo não salva, mas que Deus tem uma aliança com a família e assim os filhos devem ser batizados. Nós congregacionais brasileiros, à luz dos batismos identificados em Atos dos Apóstolos e textos da grande comissão não batizamos crianças por entender que o batismo deve seguir a fé e não a preceder. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

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