sexta-feira, 28 de julho de 2017

A prisão de Jesus (Mc 14.43-52)

Reflexões no Evangelho de Marcos A prisão de Jesus (Mc 14.43-52) No Getsêmani, logo após o momento de oração de Jesus, Judas Iscariotes, o traidor, levando consigo um grupo de levitas que fazia a guarda do templo identificou o Senhor Jesus dando-lhe um beijo conforme combinado com a guarda, e Ele é aprisionado por eles. O texto sagrado nos diz que um dos discípulos de Jesus (Pedro) sacando da espada cortou uma orelha do servo (Malco) do sumo sacerdote. No momento de sua prisão no Getsêmani, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus algozes: “E, respondendo Jesus, disse-lhes: Saístes com espadas e porretes a prender-me, como a um salteador? Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas isto é para que as Escrituras se cumpram” Mc 14.48,49. Essa prisão na quinta-feira da semana santa foi feita a noite, longe do olhar do povo, conforme os líderes religiosos de Israel tinham combinado para que não houvesse tumulto no meio dele. Na censura feita por Jesus em forma de pergunta àqueles homens, Ele disse que aquilo que eles vieram fazer armados, era como se fosse prender um perigoso bandido e Ele não era isso. Disse ainda o Senhor que o que estava acontecendo era um cumprimento profético. Em seguida, o texto sagrado diz que após a prisão de Jesus, os seus discípulos fugiram. Essa debandada geral dos discípulos do Senhor naquele momento de crise na vida de Jesus era também um cumprimento da profecia de Zacarias (Zc 13.7): Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão. A guarda que levava Jesus preso aos seus mandantes era acompanhada discretamente por um jovem (João?) envolto em um lençol. Marcos nos diz que lançaram a mão para prendê-lo, mas ele desvencilhando-se deles, largou o lençol e fugiu só com a roupa de baixo. Eudes Lopes Cavalcanti

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